Erótica

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 17:01

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água quente e
lombos frios e
peitos e pelos,
e braços
e arrepios e lábios
e toques.

a alma lavada:

desce no ralo,
a pele antiga,
os lombos são limpos
E os olhos enxergam

O sabor das línguas
nos pêlos molhados.
os braços fortes
os corpos nus

a água revela o passado
leva o passado
lava o passado
Apaga o passado?

O calor acolhe
Abraça e excita
Inebria, entontece

Fascinação!
(Novo) amor,


Banho tomado.
Limpos:
corpos quentes
corpo nus em
curvas e suspiros

Ah! Erotismo saliente
construções prepotentes
E um Tiro no peito:
seja meu?
- Não

Sorte na vida

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 16:58

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Maldição, maldição
Por que me abençoastes?
Contradição
Um por todos, ninguém por ninguém.
Soma divide, parte e reparte.

Maldição, maldição
Por que me amparastes?
Tropeço, e me jogo em teu colo
Faminto de paz, inanição em minha arte.

Maldição, maldição
Por que me violentastes?
Cabeça, no peito, nas coxas
No colo carregastes meu sonho
Minha vida matastes.

Maldição, maldição
Por que me enganastes?
Pelas costas cravado
Traído ou amado?

Maldito, maldito.

Filho do mundo, maldito, maldito.
Morto na vida: bendito bendito.
Culpa e perdão: não vou e nem fico.

Maldição, maldição
Maldito, maldito.

Tiros no peito

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 16:54

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Eu Jamais iria supor.
Entretanto, me admiro não tê-lo feito
Descontinuei a contagem de dias
Me abri pro mundo: vários tiros no peito.

Houve um murmúrio, um silêncio sombrio.
Sobre o silêncio sombrio insólito.
me abri pro mundo: arrepios!
Me abri pro mundo: quem sou?

Eu Jamais iria supor.
Entretanto, me admiro não tê-lo feito
Descontinuei a contagem de dias
Me abri pro mundo: vários tiros no peito.

Eu jamais iria supor
Entre tanto, não me admiro em ter suposto.
E aposto o oposto
Que estou partido,
Sem rumo,
Desgosto
Saudoso e ferido:

Se a mim morrer fosse posto
Pudera eu lhe encontrar no proposto
E te abraçar em nosso paraíso.

Seria o canto, o brega
O santo e piegas

Não mais mancha,
E o “Adeus” - que se vai -
A feliz eternidade só será feliz
Ao encontro de meu saudoso pai!

sendo menos

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 16:52

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existir menos é um sério problema.
me é o inerente ser teimoso: se me querem menos, mais me quero ser.
hora e outra, hora ou outra, me rendo a pedidos. e menos existo, ao menos desisto.
se menor for o barulho.
se menor o infortúnio.
e menor for o prato.
e menor for espaço.
se menor for o contato.
se menores os convites.
se você cantar mais baixo. (Pra quê você existe?)
quanto mais me perguntam, mais eu existo. que teimosia, que paradoxo e que poesia!
quanto mais eu fui (e sou) abortado,
mais vida eu tenho em mim gerado..
e tudo estará bem, mais pra frente, e agora também.
existir menos não é uma tarefa fácil.
aonde me cabe,
onde será o meu espaço?
se a presença constante,
a ausência constante,
a música e o silêncio,
todos: incomodam!
hora ou outra me rendo a pedidos.
e existirei menos.
serei menos horas,
Menos risos,
Menos abraços.
menos fotos, menos comida
menos espaço.
serei menos filho, serei menos vergonha
Serei menos reforço,
menos culpado, menos desgosto!
mas, por agora, me é inerente ser teimoso!
existir menos exige muito esforço!
e, perdão,
Mas por vocês eu não estou disposto!

antipoética

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 05:30

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Teimosamente, deitado ali
À beira de um abraço tímido,
Noturno, porem diurnamente ensaiado como apogeu da vida: lhe toquei! 
Inspiro e percebo aflito o ar que rodeio todo quarto, como numa inveja por lhe ser permitido aproximar-se sem pudor, sem excessos regrados nao sei por que, nao sei por quem. 
O ar me some. Nao lhe quero incomodar, e em meu peito o batimento de meu coração, afetado pela cardiomegalia de voce, insiste numa musica a la Sandy Junior, tatuado num "turuturu que nao tem jeito". 
Uau olhe o que vejo. Tudo esta sombreado pela luz que invade a janela. É madrugada, e vejo ao meu lado o arrepio de um "para sempre feliz". É você. Imagino-lhe nao despido o corpo, mas sua alma nua. Despida do medo e incertezas. Desfilando em minha mão, segura no toque que ensaio desde que me perdi em alguns sentidos. Nu de todos os nossos medos, onde a cabeça encontra o ombro firme afetuosamente encaixada num descanso Ainda indecifrável! 
À essa anti poética noturna, chamo certeza a insegurança e fraqueza ao sorriso seguido do verdume de olhos que me fazem repensar a vida, agora feliz. 
A esse drummond-se falho, chamo o sentido: você é, em outras frases menos rebuscadas, o excesso e a falta dele! A incoerência de meus fusos horários, pensamentos e meus detalhes despercebidos na fala. 

Repare bem! 
A poesia mudou. 
Antipoetico, juro, 
Poetizei o amor. 

O dia que eu tentei escrever um poema

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 08:11

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Valhei-me
Demérito.
Acertos:
Estérico!
Valhei-me
Regido

Composto
Ligado
Tangido!
Valhei-me

De perto:
Buscando
Trocando
Incerto!

Inversos
Em versos
Valhei-me
Conexos

Verdume
Embaço
Costume:
Abraço?

Valhei-me
Poeta
De verde

Os olhos
Perfume
Valhei-me

Poesia
Violão
Toquei-lhe

Valhei-me
Verdume
Valhei-me

Esbanjo

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 08:09

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Esbanjo sentidos
Imersos,
Ruídos diversos
Palavras sem voz

Estrondos de paz
Diversos de guerra
Esbanjo sentidos
Amar? Pudera!

Esbanjo no peito
O avesso
Trejeito
De paz

Adoraçao ao mesmo
Num esbanjar desumano
No peito, o jeito,
Me deito e morro.

Sozinho.

Esbanjo sozinho
Fora para isso
A que vim?

Por certo, esbanjo
Tampouco carinho
Amor? Ai de mim!