Todo dia.

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 20:01

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Quisera eu poder fazer
Mais, suficiente
não me parecer
Me desprender de Ti

E voltar todo dia
Dia outro, dia sim
Para quando me queria
Te amaria!

Amo-te
Pela sabedoria,
Dada e doada enquanto pode
E poderia.

Peculiar e pequena
Afetuosamente explosiva
Extremos, extrema
Gritos, risos, rebeldia

Sugiro te amar mais
Todo dia. Todo dia
Te trazer, te levar
Refazer, reamar.

Sugiro te dar mais
Cada dia! Dia a dia.
Pouco de alma
Minha sabedoria

Reinventar o cuidado
O abraço, o carinho.
A infancia. Todo dia.

Dar o meu cuidado
Meu passo, abraço.
Afeto, meu laço.

Pra tristezas?
Sem espaço!
Alegria, alegria!

Para o choro,
Desembaraço,
Sempre festa. Todo dia.

Eu te amo.
Todo dia
Cada dia.

Ramon Rosa


Desalinho

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 13:38

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Não quero andar tão sozinho
Não quero mudar meu destino
A ferida é eterna ao que caminho
Os meus passos tropessam num desalinho
Fora azul o céu de esperança
O sorriso tal qual a criança
Um tanto perfeito o periodo de tempo
Claro no escuro, em tudo que penso
Agora que a morte visita a alma
O silêncio esbraveja pedindo calma
Aceite assim:  falaram de algum lugar
Esse é seu fim, tudo irá acabar.

Enquanto eu espero.

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 13:36

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Enquanto a minha esperança espera.
Enquanto meu trabalho caçoa
Minha respiração desacelera
Ao tom que a tempo destoa

Agora estamos de luto
Retroativo a anos atras
Não houve ajuda num mundo
Nenhuma mão, oração, nenhuma paz.

Estamos sozinhos, minha mãe e eu.
Uma familia de dois, consonantes no tudo.
Dissonantes ao ver, agir e sentir.
Afinados tentamos seguir!

Ah! Abandono!
É o que sinto do resto.
E nessa solidão egoísta
destruo o que posso e o que penso.

E deus onde estava?
Na igreja conclui que não era
Estava na oração da minha mãe
No joelho dobrado! PUDERA!

Enquanto a minha esperança espera.
Enquanto meu trabalho caçoa
Minha respiraçao desacelera
Ao tom que a tempo destoa

Fé do limite ao outro
Dois extremos num só lugar
Somos a parte do outro
Que tenta, a fé destoada entoar!

Pudera eu elogiar!
Mas nao posso...
Tampouco me calar, me recuso!
Sou fruto do cântico repetitivo
Do olhar acusador.
Do discipulado desmarcado...
Da promessa quebrada.
Do "despastoreado".
Do irmão desalmado.
Do injusto, filho do diabo.

Senti fome, e não me deram de comer.
Senti sede e não me deram de beber.
Estive preso e não me visitaram.
Enlutei-me e não me consolaram.

Mas eu cantei e me elogiaram...

Ramon Rosa.