antipoética

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 05:30

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Teimosamente, deitado ali
À beira de um abraço tímido,
Noturno, porem diurnamente ensaiado como apogeu da vida: lhe toquei! 
Inspiro e percebo aflito o ar que rodeio todo quarto, como numa inveja por lhe ser permitido aproximar-se sem pudor, sem excessos regrados nao sei por que, nao sei por quem. 
O ar me some. Nao lhe quero incomodar, e em meu peito o batimento de meu coração, afetado pela cardiomegalia de voce, insiste numa musica a la Sandy Junior, tatuado num "turuturu que nao tem jeito". 
Uau olhe o que vejo. Tudo esta sombreado pela luz que invade a janela. É madrugada, e vejo ao meu lado o arrepio de um "para sempre feliz". É você. Imagino-lhe nao despido o corpo, mas sua alma nua. Despida do medo e incertezas. Desfilando em minha mão, segura no toque que ensaio desde que me perdi em alguns sentidos. Nu de todos os nossos medos, onde a cabeça encontra o ombro firme afetuosamente encaixada num descanso Ainda indecifrável! 
À essa anti poética noturna, chamo certeza a insegurança e fraqueza ao sorriso seguido do verdume de olhos que me fazem repensar a vida, agora feliz. 
A esse drummond-se falho, chamo o sentido: você é, em outras frases menos rebuscadas, o excesso e a falta dele! A incoerência de meus fusos horários, pensamentos e meus detalhes despercebidos na fala. 

Repare bem! 
A poesia mudou. 
Antipoetico, juro, 
Poetizei o amor. 

O dia que eu tentei escrever um poema

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 08:11

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Valhei-me
Demérito.
Acertos:
Estérico!
Valhei-me
Regido

Composto
Ligado
Tangido!
Valhei-me

De perto:
Buscando
Trocando
Incerto!

Inversos
Em versos
Valhei-me
Conexos

Verdume
Embaço
Costume:
Abraço?

Valhei-me
Poeta
De verde

Os olhos
Perfume
Valhei-me

Poesia
Violão
Toquei-lhe

Valhei-me
Verdume
Valhei-me

Esbanjo

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 08:09

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Esbanjo sentidos
Imersos,
Ruídos diversos
Palavras sem voz

Estrondos de paz
Diversos de guerra
Esbanjo sentidos
Amar? Pudera!

Esbanjo no peito
O avesso
Trejeito
De paz

Adoraçao ao mesmo
Num esbanjar desumano
No peito, o jeito,
Me deito e morro.

Sozinho.

Esbanjo sozinho
Fora para isso
A que vim?

Por certo, esbanjo
Tampouco carinho
Amor? Ai de mim!

Ser

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 08:05

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Eu fui passado
Um outrora de rabiscos
De lástimas nervosas
E uma paz redundante.
Eu fui.

Queria ser um homem
Olhando firme para o medo
Um horizonte distinto
Tempestuoso segredo

E ser o abraço forte de braço fraco
Da pele lisa, o toque calejado
O passo decidido, direito.
O espaço, o tempo,
o desejo!

Queria ser menino
Na falta que me faz o acalento
Naquele olhar distraído
O tempo que invento no tempo

E ser o melhor amigo
Sem o medo de tanto desejo
De tanta maldade, partido
Coração! Ensejo!

fui passado
outrora
rabiscos

lástimas nervosas
paz redundante.
Homem menino

Carne
Corpo
Desejo.

Todo dia.

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 20:01

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Quisera eu poder fazer
Mais, suficiente
não me parecer
Me desprender de Ti

E voltar todo dia
Dia outro, dia sim
Para quando me queria
Te amaria!

Amo-te
Pela sabedoria,
Dada e doada enquanto pode
E poderia.

Peculiar e pequena
Afetuosamente explosiva
Extremos, extrema
Gritos, risos, rebeldia

Sugiro te amar mais
Todo dia. Todo dia
Te trazer, te levar
Refazer, reamar.

Sugiro te dar mais
Cada dia! Dia a dia.
Pouco de alma
Minha sabedoria

Reinventar o cuidado
O abraço, o carinho.
A infancia. Todo dia.

Dar o meu cuidado
Meu passo, abraço.
Afeto, meu laço.

Pra tristezas?
Sem espaço!
Alegria, alegria!

Para o choro,
Desembaraço,
Sempre festa. Todo dia.

Eu te amo.
Todo dia
Cada dia.

Ramon Rosa


Desalinho

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 13:38

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Não quero andar tão sozinho
Não quero mudar meu destino
A ferida é eterna ao que caminho
Os meus passos tropessam num desalinho
Fora azul o céu de esperança
O sorriso tal qual a criança
Um tanto perfeito o periodo de tempo
Claro no escuro, em tudo que penso
Agora que a morte visita a alma
O silêncio esbraveja pedindo calma
Aceite assim:  falaram de algum lugar
Esse é seu fim, tudo irá acabar.

Enquanto eu espero.

Posted by Ramon S Rosa | Posted in | Posted on 13:36

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Enquanto a minha esperança espera.
Enquanto meu trabalho caçoa
Minha respiração desacelera
Ao tom que a tempo destoa

Agora estamos de luto
Retroativo a anos atras
Não houve ajuda num mundo
Nenhuma mão, oração, nenhuma paz.

Estamos sozinhos, minha mãe e eu.
Uma familia de dois, consonantes no tudo.
Dissonantes ao ver, agir e sentir.
Afinados tentamos seguir!

Ah! Abandono!
É o que sinto do resto.
E nessa solidão egoísta
destruo o que posso e o que penso.

E deus onde estava?
Na igreja conclui que não era
Estava na oração da minha mãe
No joelho dobrado! PUDERA!

Enquanto a minha esperança espera.
Enquanto meu trabalho caçoa
Minha respiraçao desacelera
Ao tom que a tempo destoa

Fé do limite ao outro
Dois extremos num só lugar
Somos a parte do outro
Que tenta, a fé destoada entoar!

Pudera eu elogiar!
Mas nao posso...
Tampouco me calar, me recuso!
Sou fruto do cântico repetitivo
Do olhar acusador.
Do discipulado desmarcado...
Da promessa quebrada.
Do "despastoreado".
Do irmão desalmado.
Do injusto, filho do diabo.

Senti fome, e não me deram de comer.
Senti sede e não me deram de beber.
Estive preso e não me visitaram.
Enlutei-me e não me consolaram.

Mas eu cantei e me elogiaram...

Ramon Rosa.